quarta-feira, 29 de março de 2017

Antelope Canyon, uma jóia a não perder

Percorríamos um terreno arenoso e irregular onde só vegetação rasteira espreitava aqui e acolá, sentados um pouco de esguelha, num jipe que mais parecia ser um quatro patas do que um 4x4 e que, nos cinco quilómetros percorridos, nos sacudiu fortemente, valendo, no entanto, o pequeno incómodo.

Antelope Canyon

Conduzido por um corpulento índio navajo, descendente desses heróis dos filmes western que alimentaram o meu imaginário na infância e sobre quem sempre nutri uma simpatia, embora a versão de Hollywood, regra geral, os apresentasse como os maus da fita, este “herói” seria também o nosso guia que nos iria mostrar o espectacular Antelope Canyon. 

No Arizona, em terras da nação Navajo que é somente a região onde se encontram os descendentes desse grande povo, agora com ocupações ligadas ao turismo, à venda de artesanato, vivendo em muito modestas casas de madeira espalhadas um pouco pelo território circundante do Grand Canyon, é onde se situa o Antelope Canyon. Uma formação rochosa em tons de argila avermelhada e estriada de tons mais claros, apresentando uma enorne fenda resultante dos caprichos da mão escultora da mãe natureza, o Antelope é uma autêntica obra de arte. 

Entrámos na fenda, percorrendo corredores muito estreitos e sinuosos, esculpidos em formas peculiares com a autoria da chuva e do vento que penetram por onde podem, deixando autênticas maravilhas para o nosso olhar. 

Por volta do meio-dia, quando a luz do sol incide, na vertical, sobre a fenda, fomos presenteados com jogos de luz, qual espectáculo de deuses oferecido a nós, simples mortais completamente pasmados. Excelentes fotos podem ser feitas por quem tenha máquina preparada para a situação, uma vez que o uso de flash aqui não é muito adequado, o que infelizmente foi o nosso caso. 

O Antelope não pode rivalizar, de modo algum, com o Grand Canyon, mas é uma pequena jóia que quem andar por estas paragens deverá aproveitar.

Fonte: Fugas - PÚBLICO

domingo, 26 de março de 2017

Novo projecto quer levar a conhecer Portugal através da Ciência e da Cultura

Ciência Viva e Fundação Vodafone acabam de lançar um programa de “turismo do conhecimento”. Projecto inclui cartão com descontos, um guia interactivo e uma aplicação móvel.

Estremoz, onde poderá encontrar um dos percursos

Os Circuitos Ciência Viva querem pôr os portugueses a conhecer o país “através da ciência e da cultura”. Uma ida à praia que acaba por proporcionar a descoberta de pegadas de dinossauros em Lagos, um passeio por Estremoz que se transforma numa viagem por pedreiras, castelos e pelo sistema solar, uma caminhada pelo centro de uma cidade que surpreende com uma arte em vias de extinção.

Para já existem 18 circuitos disponíveis, com “54 percursos e mais de 200 etapas para explorar”. Cada roteiro parte de um dos centros de Ciência Viva espalhados pelo país: Açores, Alviela, Aveiro, Bragança, Coimbra (existem dois centros, mas apenas um circuito no concelho), Constância, Estremoz, Faro, Guimarães, Lagos, Lisboa Centro, Lisboa Oriente, Lousal, Porto, Proença-a-Nova, Sintra, Tavira e Vila do Conde. O centro de Ciência Viva de Porto Moniz, na ilha da Madeira, é o único sem um circuito associado.

O novo “programa de turismo do conhecimento” inclui um cartão, um guia interactivo e uma aplicação móvel (disponível para Android e iOS). O primeiro é o epicentro do projecto. É válido por um ano para “dois adultos ou um casal e os filhos até aos 17 anos” e dá entrada gratuita nos 20 centros Ciência Viva e acesso a descontos “em mais de 100 instituições de ciência, cultura e lazer” – incluindo museus, monumentos, parques e reservas naturais, grutas, minas, jardins zoológicos e aquários, entre outros – e em entidades parceiras do projecto – como unidades de alojamento, empresas de transporte ou estabelecimentos de restauração.

A activação do cartão abre ainda portas a tudo o resto, seja através do site do projecto ou da aplicação móvel: detalhes sobre os circuitos sugeridos, mapas interactivos dos percursos, “desafios aos exploradores”, partilha das experiências vividas e acesso às tarifas promocionais. É ainda possível consultar uma agenda de actividades nos diferentes destinos, de acesso livre nas duas plataformas. O kit circuito custa 50€ - traz um cartão, um guia e um pequeno caderno de bolso.

A capital também vai acolher percursos desta iniciativa

Os Circuitos Ciência Viva são uma iniciativa daquela instituição nacional, em parceria com a Fundação Vodafone. “Sentimos que podíamos ser os catalisadores de um projecto inovador de turismo do conhecimento”, afirma Rosália Vargas, presidente da Ciência Viva – Agência Nacional para a cultura Científica e Tecnológica, defendendo que “este é um projecto de natureza sustentável” que “traz um olhar de futuro, ao mesmo tempo que valoriza a tradição e o património”.

Para Mário Vaz, presidente da Fundação Vodafone Portugal, o programa “proporciona aos utilizadores uma experiência completa e altamente criativa”, que “permite não só o conhecimento do património nacional e regional de uma forma mais clara e prática como ainda possibilita a partilha de viagens, fotografias e saberes”. “É, acima de tudo, uma forma dinâmica, pedagógica e divertida de descobrir ou redescobrir Portugal”, sublinha.

Fonte: Fugas - PÚBLICO

quarta-feira, 15 de março de 2017

Sri Lanka: uma lágrima, dez praias e mil sorrisos



A escuridão descia sobre a terra e sobre as nossas cabeças o céu nocturno de Uppuveli iluminava-se de todas as estrelas. Retalhos de uma luz ténue dançavam no rosto da mulher que se sentava à minha frente, um rosto bronzeado e sulcado de rugas como alguns dos caminhos, depois das chuvas, que me conduziram até uma casa onde, numa noite como esta, silenciosa, escuto o rumor do mar e deito de vez em quando um olhar ao casal de crianças que dividem o tempo entre os trabalhos de casa e um desenho para mim ou para a mulher de cabelo curto e olhos verdes que me faz companhia.  
- Quando casei, já tinha um filho, resultado de um acidente, de uma noite romântica numa praia para onde fôramos com o pretexto de celebrar o Midsummer, porque em Oslo não se festejava, era tudo muito aborrecido. Ele chamava-se François, escapara ao regime de Franco. Não me pergunte como, mas ele chegou à Noruega pouco antes de completar 15 anos, à procura de uma amiga que conhecera, uma funcionária das Nações Unidas.

Já antes apreendera o humor com que me relatava algumas das suas experiências de uma existência feita de múltiplas viagens. Imaginava que, depois do lado dramático de mais um relato, algo capaz de me fazer rir com vontade estaria a caminho. Como se ela, já contagiada pelo sorriso eterno do povo, personificasse a história recente do país, erguendo-se depois de guerras e catástrofes naturais.
- Ao fim de algum tempo descobri que ele tinha problemas, que bebia muito e, mais do que isso, que não podia ser um pai. Nessa altura, eu era enfermeira e, uns anos mais tarde, outra vez grávida, casei com um médico que aceitou adoptar o meu primeiro filho.
Ela esboça um sorriso que é um prenúncio das palavras humoradas que estão a chegar-lhe aos lábios.
- O meu marido era, já nesse tempo, um médico conceituado, para quem os pacientes estavam acima de tudo. Disse-me que não podia ir de lua-de-mel comigo, que não tinha tempo. No início, ainda pensei que não o devia levar a sério. Mas quando dei por mim já estava sentada num avião, a caminho da Grécia, com a minha irmã, o meu filho e grávida de outro. Ainda hoje acredito que sou um caso raro no mundo, a única mulher que foi de lua-de-mel com a irmã, um filho pela mão e outro na barriga.



Randi Nilsen passa quatro meses por ano no Sri Lanka, numa casa alugada, a meia dúzia de passos da guest house onde me encontro, em Uppuveli, e da praia que espero ver amanhã, quando o sol se levantar, aclamada como uma das melhores na região de Trincomalee e de volta aos seus dias de paz após anos e anos de conflitos.
- Caminha até ao final, para a tua esquerda, há uma aldeia de pescadores muito bonita, cheia de cor, do outro lado do rio.
Randi Nilsen regressa a casa, para terminar mais um esquema de palavras cruzadas que depois enviará para uma revista de saúde norueguesa. Haveremos de nos encontrar mais vezes nos próximos dias, para rir como se ri no Sri Lanka.


Nada mais se deseja

Mal acordara daquele sono profundo e retemperador, ainda aos primeiros alvores do dia, e deixei os meus passos levarem-me na direcção de onde vinha o rumor das ondas. Para quem, como eu, acabara de chegar de Jaffna, dessa cidade inacessível durante a guerra, Uppuveli surgia, mesmo sob nuvens baixas e cinzentas, como a primeira praia que realmente cativava o meu olhar, embora por vezes distraído mas quase sempre inquiridor. O sol procurava, já com alguma força, romper por entre aquele cortinado que não ameaçava chuva, um quadro tão do agrado das vacas indolentes que me olhavam com indiferença e menos dos poucos turistas que, a estas horas madrugadoras, estendiam as suas toalhas sobre as areias que acolhiam tudo o que o Índico rejeitara ao longo de uma noite em que namorara a praia.



Caminho, seguindo o conselho de Rami Nielsen, para a esquerda; para a direita, como uma varanda sobre o mar, avisto uma elevação que deve ser um miradouro com uma panorâmica soberba sobre a grande extensão de areia de Uppuveli; no final, identifico uma forte corrente de água que não me convida à travessia mas um barco pequeno aproxima-se, com dois homens em pé que parecem perscrutar nos meus olhos uma necessidade de consolo, talvez um pouco semelhante à de um náufrago — encostam a embarcação o mais que podem à margem e incitam-me, com gestos e sem palavras, a saltar para o interior, para me levarem até ao outro lado, onde a vida ganha mais vida e, como garantira a norueguesa bem-humorada, mais cor.

Há barcos ancorados, outros a chegar, outros ainda a partir; uns descarregam grandes quantidades de peixe, alguns partem para a pesca, mas a maior parte lança-se aos perigos do mar pouco depois da meia-noite e volta entre as seis e as sete da manhã — e todos os barcos, mais modernos ou mais primitivos, estão pintados de tonalidades que prendem o olhar. As palmeiras, com os seus troncos esguios e as suas folhas, reflectem-se nas águas como num espelho; contra o céu, cada vez mais azul, recorta-se, numa estabilidade precária, um pescador solitário e, ainda mais para lá, quase sobre a linha do horizonte, um cargueiro sulca as águas cada vez mais prateadas do imenso oceano.
Um caminho, em parte alcatroado, em parte em terra batida, bordejando o riacho que serve de porto de abrigo aos barcos e aos pescadores, conduz-me até um pequeno bar de paredes escurecidas e despidas; logo atrás, o mercado fervilha de vida, os vendedores, curiosos face à presença de um único turista, desviam os olhares das balanças rudimentares onde pesam o peixe para me observarem antes de me sorrirem, como quem, ao fazê-lo, aceita a minha presença. Homens com a água até à cintura, por vezes de lenço na cabeça para se protegerem do sol que já promete incendiar tudo à sua volta, atiram as suas redes e olham para aqui e para acolá de uma forma sonhadora ou apenas ausente.



O mar, esse monstro

Sou obrigado a um desvio de muitos quilómetros, de Pottuvil a Monaragala, de Monaragala a Hambantota e, finalmente, outra vez tendo o mar como vizinho, chego a Tangalla, a meio de uma tarde que ainda me oferece algumas horas de sol. Sentado numa esplanada, ouvindo o som das vagas, deixo que o dia decline sobre a praia de Medaketiya.
Quando a manhã desperta, anunciando mais um dia glorioso, caminho ao longo de Medaketiya, detenho-me na lagoa, na parte da praia decorada com mais barcos, volto a ajudar os pescadores a colocarem as suas embarcações em zonas mais abrigadas; assisto a todo aquele frémito de vida e inspiro as fragrâncias que anunciam a proximidade do porto de pesca e do mercado de peixe, onde tomo café com os pescadores antes de passar pela Rest House, em tempos ocupada por administradores holandeses, e de me entregar à tranquilidade de praias como a de Goyambokka e Marakolliya.



Durante uma semana fico instalado em Galle, a cidade que me serve de base para conhecer algumas das mais inspiradoras praias do sul da ilha. Um dia, vou um pouco para norte, até Hikkaduwa, descoberta pelos hippies na década de 1970 e perfeita para quem se está a iniciar no surf; a maior parte do tempo, recorrendo ao mitíco comboio que liga Galle a Matara, uma linha arrancada pelas ondas do tsunami, passo-o na zona leste, em paraísos como Polhena, a escassos três quilómetros do centro de Matara, onde a vida decorre sem pressa, em Mirissa, mais ídilica ainda e tão próxima de Weligama, onde gosto de me sentar, num rudimentar banco de madeira, olhando os pescadores, as vacas, os surfistas, a minúscula ilha mesmo à minha frente, a Taprobana, refúgio de artistas e escritores, como Paul Bowles, que aqui, neste lugar onde se pode dormir por um pouco mais de mil euros, escreveu The Spider’s House nos anos 50 do século passado.

Ando muito tempo a pé, sempre junto ao mar, esse mar onde as crianças e os adultos passavam muito do seu tempo, mesmo não sabendo (como a maior parte da população) nadar, esse mar que a determinada altura passaram a ver com um monstro que rouba vidas e empregos, destrói casas e deixa milhares e milhares sem um tecto; faço companhia a pescadores, a três crianças de olhos negros e brilhantes que se banham nas águas revoltas do oceano, descubro a excelência da baía de Unawatuna, mais uma praia para sonhadores, percorro-a de uma ponta à outra, aprecio-a do alto de um promontório e, uma vez de regresso às suas areias, inicio uma caminhada mais longa que me irá levar, ao fim de algum tempo, a uma das praias mais isoladas, a Jungle Beach, onde me limito a deixar o tempo passar como se dele nada mais esperasse. Deito os olhos a um mapa, a essa forma de lágrima, procuro localizar as mais belas praias por onde errei ao longo de semanas e a recordação mais vívida que me chega à memória é a de todos os sorrisos que fizeram o favor de me oferecer nesta ilha com tantas lágrimas derramadas.


Pode ver aqui as nossas sugestões no Sri Lanka. 


Fonte: Fugas - Público

sexta-feira, 3 de março de 2017

Patagónia Chilena - um destino de aventura

“O que há de tão excitante em ficar perdido longe de casa?  Tudo fica separado do resto do mundo – é esta a razão”, explica a escritora britânica Florence Dixie, razão pela qual, há 140 anos atrás, se decidiu a ficar na América do Sul e viver as experiências referidas no seu livro “Across Patagonia”. O tempo passou desde então, mas a paisagem que deslumbrou a aventura ainda lá está, convidando os visitantes a esquecer os seus problemas, a deixar os seus telemóveis para trás, respirar fundo e aproveitar o fabuloso destino.  



A Patagónia Chilena é única em diversas formas, desde atrações naturais até uma grande variedade de climas e diversidade geográfica. A área estende-se até 240 000km2, mas a população na excede um habitante por quilómetro quadrado. Está basicamente intocada pelo Homem e mais de 50% do território está sob proteção do Estado. É por isso que é um perfeito destino de aventura para viciados em adrenalina ou amantes da natureza. 

Desde o Norte até ao Sul, a Patagónia Chilena oferece uma grande variedade de beleza natural. Campos gelados, glaciares, montanhas como as Torres del Paine e Cerro Castilo, vastos lagos como o General Carrera ou O’Higgins, rios como o Baker ou Palena, fiordes, canais, florestas. Os visitantes não se cansam destas paisagens, motivo pela qual a Patagónia é classificada tão alto entre os entusiásticos pelo turismo.

Norte da Patagonia (Aysén region)

O Norte da Patagónia é um notável destino localizado no distante sul do Chile. A região de Aysén oferece uma incrível diversidade de paisagens. Os visitantes disfrutam, particularmente, das montanhas, florestas, lagos, rios e fiordes que oferecem experiências inesquecíveis. 
Diferentes deste, existem vários climas e ambientes que dão ao turista uma grande variedade de possíveis atividades. Trekking, rafting, passeios a cavalo, caminhadas no gelo tendem a ser as atividades mais populares entre os turistas.

Puerto Cisnes, na região de Aysén


A Carretera Austral é apreciada como um dos destaques do Norte da Patagónia. É amplamente considerada uma das rotas mais fotogénicas da América. A paisagem avistada quando se viaja ao longo dos 1200 km de estrada é, seguramente, espetacular, e um must-see da região. 
A capital da região, Coyhaique, é conhecida pelas suas tradições culturais rurais. Partilha de ovelhas, domar cavalos e festivais de rodeo são uma grande parte dos costumes da cidade. Para além destes, expedições são realizadas da cidade para vários outros lugares, como, por exemplo, o Parque Nacional do Lago São Rafael. O parque tem uma área de 1.742.000ha e foi declarado Reserva Mundial da Biosfera pela UNESCO. 

O Campo de Gelo do Norte é um dos destaques do parque e a Montanha de San Valentín, o pico mais alto da Patagónia do Chile, 4.058 metros acima do nível das águas do mar, faz parte do seu terreno. Para além destes espetaculares sítios, a região de Aysén é também a casa da Reserva Nacional Cerro Castillo. A sua montanha é a atração principal da Reserva. 


Sul da Patagónia (Região Magallanes)

A região, nomeada depois do famoso explorador português Fernão de Magalhães, é também atrativa para os turistas. O parque Nacional Torres del Paine é considerado um dos destaques do Sul da Patagónia e é um dos principais destinos de aventura. O parque tem uma área de 227.000ha e atordoa os visitantes com os seus inesquecíveis ecossistemas.

Glaciares, lagos, rios, cascatas, florestas estão todos presentes para agradar os olhos dos turistas. Mas a parte mais apreciada do parque são as Torres de Granito. Estas deram às Torres del Paine o seu nome e fizeram-nas uma das melhores formações naturais do planeta. 

As torres del Paine, no Chile


A capital desta região sulista é Punta Arenas. A cidade espalha-se desde a Cordilheira del Paine, no Norte, até Cape Horn, no Sul. É um belo local arquitetónico com um interessante pano de fundo histórico.  Visitantes da Cidade mais a Sul do mundo recomendam o Hotel Rey Don Felipe para uma estadia na Cidade. O hotel, de primeira classe, fica localizado apenas a dois blocos da praça central da cidade e providencia 45 largos, confortáveis e elegantes quartos decorados. A acrescentar à oferta, o Hotel Rey Don Felipe dispõe de pequenos-almoços buffet, acesso Wi-Fi e acesso gratuito ao centro de negócios do hotel e spa, bem como estacionamento gratuito. Também é garantido um staff bilingue e cortês.

Outro dos locais favoritos dos visitantes é Tierra del Fuego, também conhecido como “A Terra do Fogo”. É a maior ilha do Chile, com 29484km2 de área. Também é frequentemente chamada de terra da perfuração de óleo e partilha de ovelhas. O Parque Natural de Karukinka é um dos principais impulsionadores da ilha, em conjunto com o Lago Blanco, que é um popular destino de trekking e aventura. Entusiastas da natureza e trakketing vão, também, apreciar a Cordilheira Darwin e a Ilha Victoria, bem como outro de muitos lagos – o Lago Deseado.  

Contudo, apesar da beleza da Patagónia Chilena, esta é uma área desconhecida para muitos. Supostamente, é isso que Florence Dixie mais apercia da naturalmente inesquecível, emboral isolada região sulista, e talvez seja melhor desta forma. Mas uma coisa é certa, Patagónia Chilena é um sítio sem igual.  Não deixe de ver aqui por onde os nossos aventureiros já andaram no Chile!

Fonte: Tourism-Review 

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Phaphos: O Chipre dos mitos, lendas e da arte

Quando se fala de Paphos, fala-se de amor, de Afrodite, desse rochedo que resiste aos humores da natureza, contrariando a história da cidade, que foi durante séculos a capital de uma ilha que agora pretende harmonizar, aproximando as comunidades turca e grega. Paphos é Capital Europeia da Cultura em 2017.

O Parque Arquológico de Phaphos

Se alguém imaginasse, sob os túmulos dos reis, que Paphos se haveria de tornar, tantos anos depois, uma capital, muitos turistas teriam uma surpresa — ou um susto — ao visitar um dos lugares de culto da cidade cipriota.

As cidades, como Paphos, actualmente com cerca de 50 mil habitantes, não são muito diferentes. Têm os seus momentos de esplendor, de glória, logo podem evidenciar sinais de decadência, de se desfazerem em pó, nada mais restando do que uma ruína — a história, como a lente de uma câmara, agarra esses momentos.

Paphos, a despeito de já haver acolhido alguns eventos durante este mês, tem marcada para dia 28 de Janeiro a cerimónia oficial de abertura como capital europeia da cultura, inspirada pelos mitos e com mostras que exacerbam a história, a herança cultural, todo um legado que se apoia na diversidade e no multiculturalismo ao longo dos séculos até chegar aos dias de hoje, de uma cultura mais moderna e aberta, não apenas cipriota mas também europeia.

Como um coração que pulsa mais do que os outros, a cidade enfatiza esse mito que está tão associado ao seu nascimento, à bela história de amor entre Pigmalião e Galateia.

Aos poucos, o crepúsculo baixa sobre Paphos, o sol já se perdeu no horizonte azul manchado de laranja e, uns minutos mais tarde, como que embebido pelas estrelas, o porto, sobre quem parece pesar a responsabilidade de zelar pelo castelo, é iluminado pelas luzes. Entretido pelas minhas memórias, deixo-me invadir por uma vaga de nostalgia quando fito o cenário, mais composto ainda quando dois pelicanos se enquadram na moldura, passeando como um casal varrido por uma onda de romantismo.

Pelo menos é assim que os vejo no momento em que Pigmalião e Galateia regressam ao meu cérebro cheio como um ovo de recordações. Numa cidade moldada por mitos e lendas, reza a história que Pigmalião, um proeminente escultor, sedento de se dedicar à sua arte e, ao mesmo tempo, descontente com a vida fácil a que se entregavam as mulheres em Amatonte, tomou a decisão de viver no mais completo celibato, uma atitude que provocou o desagrado de Vénus, cujo templo se erguia nessa mesma cidade da ilha. Vénus não compreendia e não podia aceitar uma existência sem amor e, ofendida com Pigmalião, vingou-se desse homem que trabalhava a pedra, enfeiticiando-o ao ponto de ele se apaixonar por uma estátua esculpida do marfim, uma obra de uma beleza sem paralelo, talhada pelo seu cinzel e a que a deusa do amor resolvera chamar Galateia.

A tristeza preencheu o coração de Pigmalião e, assomado por essa aventura solitária que adquiria a forma de desventura, vivendo nessa angústia, o artista começou a dar eco a súplicas que ao fim de algum tempo acabaram por comover Vénus. E esta, para quem o amor era prioritário, animou a estátua com o fogo da vida, nessa nova condição Galateia casou com Pigmalião e desse matrimónio nasceu um filho (há quem defenda, entre outras teses e interpretações para as origens da toponímia, que era uma filha) a que ambos deram o nome de Paphos.

Soa bem a história, a lenda, o mito. E Paphos fundou a cidade.

A arte ao ar livre

Forte de Phaphos


Eternamente grata ao seu criador, a cidade celebra a sua criação na convicção profunda de que é, ela própria, uma peça de arte, um museu a céu aberto, neste ano tão especial uma Open Air Factory, o conceito em que se baseia e que não se limita ao espaço — a abertura visa, talvez até com maior afectação, a tolerância, a aceitação e o encorajamento e a integração de culturas, ideias e crenças. Paphos funciona, desde tempos imemoriais, como uma ponte entre o oriente e o ocidente e, nesse sentido, assume em 2017 uma parte significativa da responsabilidade de ligar continentes, de aproximar a Europa de que faz parte ao Médio Oriente do qual está tão perto, proporcionando um intercâmbio de culturas. Em simultâneo, o programa de Paphos como Capital Europeia da Cultura pretende minimizar as diferenças entre os turistas, os residentes e os imigrantes, numa tentativa de transformar todo o distrito, simbólica e fisicamente, num espaço comum e de partilha para todos os cidadãos.

Mas as boas intenções de Paphos não esquecem, nestes tempos conturbados, a realidade de uma ilha dividida desde 1974, duas comunidades em permanente tensão, a grega no sul, a turca no norte — as iniciativas, para encurtar as distâncias, serão uma realidade durante 360 dias, inseridas no tema Stages of the Future, uma refererência ao futuro mas também ao presente através de mostras de um mundo contemporâneo e dos seus avanços tecnológicos, os seus problemas, sonhos e esperanças, bem como as suas iniciativas e ideias para uma mudança, particularmente focada num futuro em comum das duas comunidades cipriotas e no desenvolvimento de um diálogo intercultural, na verdade os dois pontos-chave daquela que é uma das grandes apostas de uma das capitais europeias da cultura este ano.


Perscrutando as luzes dançando nas águas e recebendo a brisa e a fragrância vinda do mar, o meu imaginário sente-se seduzido pela história deste porto estratégico, tomado pelos Ptolomaicos no início do século IV a. C., pouco depois da conquista do Egipto. Nikokles era, por essa altura, o rei de Paphos e a sua ascensão ao trono traduziu-se num desenvolvimento significativo do reino, especialmente quando o soberano decidiu abandonar Palai Paphos e instalar-se na actual Kato Paphos, cuja fundação remonta ao ano 320 a. C. — a cidade antiga perdeu importância, enquanto Kato Paphos, decididamente virada para o mar e com vocação para o comércio marítimo, revelava todo um potencial que não tardaria a ser aproveitado. Era o início de uma nova era para Paphos, que rapidamente se tornou no centro cultural, financeiro e administrativo da ilha, provando que a decisão de Nikokles estava correcta — e a cidade, mais tarde mandada fortificar pelo rei (as ruínas ainda hoje se podem ver), permaneceu como capital durante cerca de 400 anos e assim se manteve quando se submeteu ao jugo dos romanos.

Paphos foi violentamente atingida por um terramoto 15 anos antes do nascimento de Cristo — a cidade ficou reduzida a ruínas. E outros se seguiram ao longo da sua história, o último dos quais em meados do século passado, destruindo uma cidade que também não foi poupada, anos antes, em 1878, pelos otomanos, que a abandonaram entregue à sua fome e miséria, com alguns minaretes decorando antigas igrejas. 

Por agora, a baía permance tranquila, envolvida numa serenidade tão apaziguadora e, ao contrário de Paphos e dos treinadores, imperturbável, aparentemente menos vulnerável aos humores do mundo, de uma beleza singular. Aqui e acolá, casais de namorados, observando a espuma que se desfaz na praia, acreditam que o amor é eterno e mesmo que, aqui, tão perto de Paphos, novamente capital, a deusa Afrodite irá emergir das águas com o seu corpo de marfim, ainda mais bela do que Galateia, a estátua que se transformou em mulher para dar um filho a Pigmalião.

Fonte: Fugas - Público 

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Ligações aéreas directas para Lisboa

Que Lisboa tem recebido cada vez mais prémios e turistas não é novidade. Mas também há cada vez mais voos directos a partir e chegar à capital.



A China passará a ter a voos directos para Portugal já neste Verão, a partir de Pequim. Na América do Norte, os voos directos vão até Toronto, no Canadá, e, para os Estados Unidos, é possível voar até Nova Iorque, Boston e Miami.

A intensidade semanal de voos para São Paulo, no Brasil, também foi reforçada; no país do samba, pode, também, voar directamente para Brasília, Porto Alegre, Salvador ou Recife, entre outros. Ainda no Sul da América, vá direitinho à Venezuela.

Destinos africanos, como o Senegal, Angola e Moçambique não foram esquecidos. Pode ainda encontrar voos diretos para alguns destinos turísticos mais em voga, como Marrocos, São Tomé e Príncipe, Tunísia e Cabo Verde; ou, se preferir algo menos cliché, aproveite e não faça escalas para o Gana, Guiné-Bissau e Argélia.

Na Europa, mantêm-se os voos directos para os destinos clássicos, como Londres, Madrid, e ainda voos para Itália, Suíça, França, Alemanha e Irlanda. Se quiser ir aventurar-se ainda mais para leste, as opções estendem-se até à Turquia, Roménia, Moldávia e Polónia. Noutros destinos contemplados nestas ligações directas a partir de Lisboa, estão incluídos a República Checa, a Croácia, a Grécia, a Áustria e o Dubai. Ainda assim, não ficaram esquecidos os destinos da Benelux (Luxemburgo, Holanda e Bélgica), nem a Península Escandinava, podendo optar por voos directos até à Dinamarca, Suécia, Noruega ou Finlândia.
Depois de todas as opções, o mais difícil agora é mesmo escolher para onde quer ir!  

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Entre o passado e o futuro, uma nova era para a cozinha russa em Moscovo

O auto-imposto embargo russo aos produtos alimentares ocidentais despertou o interesse no desenvolvimento da produção nacional, coincidindo com uma nova geração de chefs interessados no seu património gastronómico.

Quem chega a Moscovo, pela primeira vez, nos dias de hoje, dá de caras com uma cidade muito diferente do estereótipo construído pelas imagens da era soviética. Sim, a perestroika deu-se há mais de 25 anos e é verdade que o Kremlin e uma boa parte dos edifícios históricos famosos, como Catedral de São Basílio ou o Teatro Bolshoi, mantêm a imponência de sempre. Porém, aquela imagem cinzenta dos edifícios públicos e de habitação de outrora, que ainda esperamos encontrar, não tem correspondência, pelo menos, numa boa parte das zonas centrais, recuperadas, onde impera uma cidade bela e cuidada. Como qualquer lugar que viveu um boom económico, a especulação imobiliária afastou o cidadão comum de certas áreas, tornando-se zona residencial e de comércio de uma elite abonada.
A crise económica está presente nas conversas mas não é tão visível à superfície, em três ou quatro dias de visita. Os hotéis continuam cheios, tal como os restaurantes, ou até o Bolshoi, onde, nos intervalos da ópera ou do ballet (sempre cheios), continua a ouvir-se o som característico do abrir das garrafas de champanhe — provavelmente com mais espumante russo à mistura do que antes.
Quando, em 2014, a Rússia decretou o embargo aos produtos alimentares ocidentais, como retaliação às sanções impostas pela União Europeia e Estados Unidos devido ao conflito na Ucrânia, a restauração foi a primeira a sofrer o impacto. Contudo, o problema não se colocou logo no início, dado que de imediato apareceram esquemas para tentar contornar o problema, com muito foie gras, mozzarella, roquefort e outros produtos a entrarem pelas fronteiras da Bielorrússia e Turquia reembalados como mercadoria local.
Porém, com a crise económica a afectar os negócios da restauração e a atingir fortemente o rublo, os esquemas tornaram-se menos atractivos e foram diminuindo. Por outro lado, com o desemprego a crescer, muitos viram no embargo uma oportunidade de negócio ou de mudança de vida 
Segundo Gennady Jozefavichus, da Condé Nast, “o embargo desempenhou um grande papel na revelação de ingredientes locais — da carne de bovino aos produtos do mar, passando pelos vegetais e cereais. Antes ninguém utilizava a carne nacional, a australiana era mais barata e de melhor qualidade”. Segundo o jornalista gastronómico russo, a situação deu aos produtores nacionais “a possibilidade de encontrar um mercado e, com o crescimento do sector, começou a surgir mais investimento na criação de animais, quintas, nas técnicas de abate e conservação”.
Gennady acrescenta ainda que o mesmo aconteceu na agricultura, com novos actores a interessarem-se pela actividade. “A crise atingiu muito o mercado de trabalho e muitos decidiram mudar de vida e deixar as cidades.” O embargo e o aumento dos chefs e restaurantes interessados em produtos locais deu-lhes essa oportunidade. “Há um monte de novos produtores de queijos artesanais, novas cooperativas agrícolas (inclusive de produtos biológicos) e até mesmo restaurantes locavore, que trabalham quase exclusivamente com ingredientes de produção própria ou de proximidade.”
Um dos protagonistas desta nova revolução é o chef Vladimir Mukhin, que recentemente fez um jantar no Belcanto, em Lisboa, no âmbito do evento Gelinaz. Mukhin viu o seu restaurante White Rabbit ascender ao número 18 da mediática lista de Os 50 Melhores Restaurantes do Mundo e tem aproveitado esse lugar de destaque, e a participação nos principais congressos gastronómicos internacionais, para assumir o papel de porta-voz de uma nova cozinha russa, de tons vanguardistas, mas enraizada na tradição e na utilização de produtos sazonais e locais. No Lab, o espaço que recentemente abriu e que além de cozinha de testes funcionará como uma espécie de mesa do chef, o russo não se cansa de falar das suas criações, das receitas tradicionais que recuperou e que o têm inspirado, assim como deste ou daquele produto. Isto acontece entre os pratos do menu de degustação que prepara para um grupo de chefs e jornalistas internacionais convidados. 
Fígado de pato de Vladivostoque cozinhado em ryazhenka (leite fermentado) com maçã e framboesas do Ártico, tavranchuk — costelas de bovino confeccionadas em kvass (bebida fermentada feita com pão escuro de centeio) — ou ainda esturjão ligeiramente fumado e cozinhado a baixa temperatura são alguns dos exemplos. Em certos pratos os sabores são pouco expressivos e, embora a sua cozinha seja interessante e rigorosa a vários níveis (técnicas, empratamentos, imagem), parece-nos manifestamente exagerada a posição que o restaurante ocupa na famosa lista. 
Altai, Rússia

Gennady Jozefavichus reconhece-o. “O White Rabbit mostrou o poder da publicidade.” Porém, se é verdade que o restaurante tem lucrado junto do turista gastronómico e dos patrocinadores, que passaram a querer estar associados a ele, também se dá o caso, segundo ele, de “outros restaurateurs e chefs se aproveitarem para subir o mesmo cume”. O jornalista dá o exemplo do Twins, que “está agora na 75.ª posição”, e do jovem e talentoso Anton Kovalkov (treinado no Alinea, de Grant Achatz, Chicago) que deixou o seu restaurante para iniciar um novo projecto”. Ainda segundo Jozefavichus, o foco conseguido por Vladimir Mukhin “ajuda a redefinir todo o termo de cozinha contemporânea russa” e leva a que se dê cada vez mais relevância à produção local e sazonal. “Definitivamente, a estratégia funciona”, refere. “Os jovens chefs começaram a pensar, a pesquisar e a propor sua própria visão.”
Entretanto, o levantamento do embargo está previsto para o final de 2017, ainda que as autoridades falem na possibilidade de estendê-lo por mais uns anos. Será que a tendência para a produção local veio para ficar, ou, terminado o obstáculo às importações de produtos alimentares, voltará tudo a ser como dantes? Segundo a também jornalista de gastronomia Anna Kukulina, “a agricultura russa precisa de mais três anos e se o embargo terminar mais cedo alguns produtores não irão sobreviver”. Porém, Anna está convicta que se “fizeram grandes progressos” e que a situação e dependência em relação ao exterior não voltará aos níveis anteriores a 2014.  
Fonte: Fugas

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Comida, vinhos e o resto é paisagem: o comboio presidencial regressa ao Douro

Em 2017, o evento que põe o antigo comboio presidencial nos carris da Linha do Douro cresce em duração, distância percorrida e chefes convidados. Eis as novidades do The Presidential.

Rio Douro, por onde passará o evento

É raro, muito raro até, ter um chefe de um restaurante com três estrelas Michelin a cozinhar em território nacional. Mas é precisamente isso que vai acontecer na edição deste ano do The Presidential, o evento que, pelo segundo ano consecutivo, levará o antigo comboio presidencial a percorrer a incrível Linha do Douro, com gastronomia e vinhos à mistura. O chefe em questão é o dinamarquês Esben Holmboe Bang, do Maaemo, um dos mais jovens de sempre (e o mais jovem da atualidade) a conseguir a distinção máxima do guia dos pneumáticos.

Mas essa é apenas uma das novidades. A edição de estreia durou dez dias e teve o chefe Dieter Koschina, do Vila Joya, na cozinha. Pois bem, esta vai durar 17, ao longo do mês de maio, e ter cinco chefes responsáveis pelo menu de degustação de 4 pratos a ser servido em cada viagem, todos eles com estrela Michelin nos respetivos restaurantes. Gonçalo Castel-Branco, mentor e responsável pelo evento, adianta para já apenas dois nomes, o supracitado Esben Holmboe Bang, que cozinhará na primeira semana (de 3 a 7) e o portuense Pedro Lemos (a 10 e 11 de maio).

E o percurso também cresce. Se no ano passado a viagem fazia-se entre a estação de São Bento, no Porto, e a do Pinhão, já no Douro Vinhateiro, agora prossegue até à belíssima Quinta do Vesúvio, onde acontecerá uma prova de vinhos do Porto da Graham’s. Isto quer dizer que, desta feita, o comboio passará pelas duas margens do rio, permitindo a todos os convidados, seja qual for o seu lugar no comboio, desfrutar de vista direta para o dito.


A viagem de volta até ao Porto também foi alvo de planeamento redobrado: na carruagem-bar haverá música ao vivo e uma outra será transformada em salão de chá. De resto, o mote mantém-se. “O nosso objetivo número um é promover a ferrovia e o romantismo associado a isto.




Já é possível comprar bilhetes através do site do evento. Cada um custa 500€ por pessoa — as empresas podem adquirir carruagens ou até o comboio inteiro — para o programa que dura das 10h45 às 20h30: inclui a viagem São Bento – Quinta do Vesúvio – São Bento, o menu de degustação de 4 pratos, a harmonização de vinhos, o acesso à Quinta do Vesúvio, a prova de vinhos do Porto, bar com música ao vivo, salão de chá e um gift bag com um livro de coleção autografado pelo chefe responsável nesse dia.

Fonte: Observador 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Não há um mês mau para visitar a Austrália - e quase todos são bons para ir ao Canadá

Lonely Planet lançou Where to go When com 30 propostas de destino para cada mês do ano. Portugal aparece várias vezes, a primeira logo em Fevereiro.
Até pode desconfiar, quando chegar ao mês de Fevereiro e encontrar nas sugestões de viagem o Sul de Portugal. Algarve e a Costa Vicentina em Fevereiro? Então e as praias, que são a razão pela qual mais de meio mundo para ali se desloca? Tenha calma. Leia lá a justificação que os autores do livro Where to go When, da Lonely Planet, encontraram para esta escolha.
Canadá

Há os preços, que são bem mais baixos do que no Verão, a ausência de multidões e a possibilidade de explorar o interior (nem se esqueceram de referir a belíssima Monsaraz ou o centro histórico de Évora). “Perfeito para passeios a pé ou de bicicleta”, dizem eles. É certo que também dizem que o tempo é “ameno” e que a Primavera “chega cedo”, e quanto a isto tínhamos uma ou duas coisas a contrapor. Mas o livro, publicado em Dezembro último, há-de ser lido por viajantes de todo o mundo, incluindo de alguns países onde os 16 graus referidos pelos autores são mesmo temperaturas apetecíveis. E se ainda assim não se sente tentado a ir para o Sul do país em Fevereiro, não se preocupe. As alternativas são muitas.
Para sermos mais concretos: 30. São 30 propostas de destino para cada mês do ano, que procuram abranger os interesses variados de quem vai viajar. Quer desportos de neve, canoagem ou viagens de comboio inesquecíveis? É doido por vida selvagem ou só vai a um sítio que sabe ter arquitectura fabulosa? Quer mesmo que o deixem pescar ou, por outro lado, é a barriga quem comanda o seu destino e só se interessa por locais com iguarias de comer e chorar por mais? Ou gosta mesmo é de sentir um volante nas mãos e conduzir pelas estradas mais cénicas do mundo? Estas são apenas algumas das preferências que merecem destaque nesta obra recente (e apenas em inglês, que pode ser adquirida online por cerca de 17 euros) e, se é por algum destes temas que se guia, o que lhe sugerimos é que passe directamente ao índex no final do livro e procure o seu destino de sonho aí.
Por exemplo, se decidiu que este é o ano em que vai ver ursos polares, dirija-se às páginas 158 e 240, onde encontrará, respectivamente, a sugestão para aproveitar o mês de Julho e dar um salto a Svalbard, na Noruega, ou espere por Outubro e vá a Manitoba, no Canadá.
O Canadá, que este ano aparece em praticamente todas as listas especializadas como “a” viagem a fazer, é uma boa opção para viajar em quase todos os meses do ano, segundo os autores de Where to go When. De facto, o país apenas não aparece referido nos meses de Abril, Setembro e Novembro. Mas há outros locais que fazem o pleno, e se precisava de uma desculpa para ir conhecer a Austrália, a Nova Zelândia ou os Estados Unidos da América, folheie o livro de fio a pavio: diferentes pontos destes três destinos aparecem como sugestão para todos os meses o ano.
São, aliás, vários os países que aparecem como sugestão em mais do que um mês e Portugal não foge à regra. Se planear viajar cá dentro ao sabor da mais recente obra do gigante Lonely Planet, dê lá um salto ao Sul em Fevereiro (e depois conte como foi), vá a Lisboa em Junho, guarde Julho para os Açores, Setembro para a Madeira e Outubro para o Porto e o Vale do Douro.
Sydney, Austrália

Mas o Outono e a vindima ainda vêm longe, por isso o melhor é começar por olhar mesmo para Janeiro. A lista é grande, mas veja lá se consegue percorrê-la sem encontrar algo que lhe apeteça: Uganda, Flórida (Estados Unidos da América), Lanzarote & Fuerteventura (Espanha), Eslovénia, Suíça, Colômbia Britânica (Canadá), Budapeste (Hungria), Tasmânia (Austrália), Etiópia, Serengeti (Tanzânia), Transilvânia (Roménia), Sydney (Austrália), o Comboio Transiberiano, Colômbia, a ilha de Granada, o Leste da Polónia, Bulgária, Birmânia, a Costa Catlins (Nova Zelândia), Honshu (Japão), Kerala (Índia), Viena (Áustria), a Costa Andamão (Tailândia), a ilha Lord Howe (Austrália), Botswana, Guatemala, Península da Antártida, Colorado (Estados Unidos da América), St. Lúcia e Wellington (Nova Zelândia).
Inspirado? É isso mesmo que pretendem Sarah Baxter e Paul Bloomfield, que assinam o prefácio da obra, no qual se lê: “Este livro vai dar-lhe opções e conselhos – e talvez o faça considerar locais nos quais nunca tinha pensado." Afinal, (exemplificam eles), de que lhe vale comprar um bilhete de avião para o Peru, na esperança de fazer o trilho inca até Macchu Picchu no mês de Fevereiro, quando este está fechado? Vá, vá lá ler o livro e depois, quem sabe, talvez encontre um companheiro de leitura a procurar gorilas no Uganda, antes de Janeiro acabar.
Fonte: Fugas - Público

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Pelo Norte da Noruega até ao cabo Norte

Há já alguns meses que planeava ir ao ponto mais a norte da Europa Continental. Há dois anos fiz a minha primeira viagem à Noruega e desde então ficou a curiosidade por chegar ao cabo Norte.

Fui em Setembro. Tendo deixado Lisboa num dos dias mais quentes de 2016, chego a Tromsø com 8º C. O clima, a neve no topo das montanhas, os casacos e luvas mostraram como é bem diferente o Verão no Árctico. Em Tromsø, a capital do Árctico, vivia-se um ambiente de final de época alta, numa altura em que os longos dias de Verão já tinham terminado. Tromsø seria o ponto de partida para uma viagem até ao extremo setentrional da Europa.

No dia seguinte fui levantar o automóvel que tinha alugado e logo pela manhã parti para Alta, a capital da Finnmark, a região mais a norte da Noruega. Para Alta, optei pelo caminho mais curto e mais panorâmico, mas que envolve apanhar dois ferries: primeiro Breivikeidet-Svensby e depois de Lyngseidet para Olderdalen.

À saída de Tromsø fica-se logo com a sensação de que estamos numa das zonas mais isoladas da Europa, mas com uma natureza ímpar. A partir de 31 de Agosto, o horário dos ferries é mais reduzido — tenho que apanhar o ferry das 10h em Breivikeidet para conseguir chegar a Alta ainda de dia. Já nos ferries, enquanto atravessamos os fiordes, a maior sensação é o silêncio, que ajuda a contemplar a magia daquele lugar. Na varanda do ferry entre Lyngseidet e Olderdalen éramos os únicos passageiros, e em todo o barco não seríamos mais do que dez pessoas.

Após chegar a Olderdalen, segui pela estrada E6 até Alta, contornando vários fiordes, numa viagem de mais de cinco horas, com paragem para almoçar, para fotografar as paisagens de Øksfjord e com constantes reduções de velocidade, pelas inúmeras invasões de renas na estrada.

Alta é uma pequena cidade na Finnmark, mas uma paragem importante a caminho do cabo Norte, onde acabei por passar a segunda noite da viagem. No dia seguinte, antes de continuar viagem para Norte, tinha que visitar o Museu Rupestre de Alta - World Heritage Rock Art Centre. Com arte rupestre esculpida nas rochas do Fiorde de Alta, numa área total de três quilómetros, o Museu de Alta é uma paragem única e obrigatória, onde também podemos observar o museu de arte sami, o povo indígena da Noruega.

De Alta ao cabo Norte são mais três horas de viagem — em metade do percurso já contornamos o mar de Barents, no Oceano Glaciar Árctico. Antes de chegar ao cabo Norte, é visita obrigatória a vila de Honningsvåg, com o seu porto de pesca e o bar de gelo. Nesse dia, a minha paragem para dormir seria na vila piscatória mais a Norte da Europa, Skarsvåg. Após o jantar, percorri os 13 quilómetros que separam Skarsvåg do cabo Norte.

A chegada ao Cabo Norte é um momento único, de quem está no ponto mais a Norte da Europa, com uma latitude 71º 10’ 21’’, e de quem tem o Oceano Glaciar Árctico como única fronteira norte.
No outro dia de manhã, voltei ao cabo Norte para visitar o Museu e Centro de Atendimento e assistir a vários documentários sobre o Nordkapp


.No dia seguinte, quando já regressava ao Sul, decidi ir até Havøysund pela sua National Route, uma das estradas mais panorâmicas do Norte da Noruega, que contorna o mar de Barents, numa distância de cerca de 70 quilómetros até à pequena e calma vila de Havøysund. Aí, subi até ao Arctic View, onde a vista sobre as ilhas Rolvsøy, Ingøy e Hjelmsøya é deslumbrante. Após o almoço, segui até Hammerfest, a última paragem antes de voltar a Tromsø.

Hammerfest, onde cheguei a meio da tarde, é uma calma e simpática cidade, que muito se orgulha de ser a cidade mais a norte do mundo. À noite, após o jantar, Hammerfest tornou-se mágica, quando começaram a surgir as primeiras auroras boreais. Era a primeira noite em toda a viagem em que conseguia ver auroras boreais, peguei no carro e afastei-me do centro da cidade, indo para a zona mais alta, longe das luzes da cidade. Durante cerca de uma hora, deslumbrei-me com a magia das luzes do Norte que apareciam no horizonte e se tornavam cada vez mais fortes, tornando única e inesquecível aquela noite.

No dia seguinte, estava na hora de voltar para Tromsø. Regressei no cruzeiro Hurtigruten, que liga Hammerfest a Tromsø em onze horas. A paisagem é única e não me cansei das horas que foram passadas no barco. A bordo a animação não parava, naquela que é considerada “a mais bela viagem do mundo”. No entanto, o melhor estava lá fora, onde o frio não intimidava a desfrutar da viagem na varanda do 9.º andar.

Chegado a Tromsø à meia-noite, ainda havia muito para explorar no dia seguinte. Visitei a Polaria — o aquário onde é possível ver espécies do Oceano Glaciar Árctico, assistir ao show de focas e ainda ser alertado para os perigos do aquecimento global —, e o teleférico de Fjellheinsen. Deu ainda para explorar o Polarmuseet, que retrata a vida no Árctico e várias expedições realizadas para atingir o Pólo Norte, bem como a Arctic Cathedral.

A viagem ao Ártico acaba onde começou, em Tromsø, com a certeza de que a Noruega é um país que nunca me pára de surpreender.


Fonte: Fugas 


domingo, 5 de fevereiro de 2017

O melhor do Estados Unidos da América

De várias cadeias montanhosa, a costa litoral tropical, desertos e cidades deslumbrantes, estes locais subestimados ou fora dos radares turísticos estão destinados a brilhar nos próximos meses. 

1. Asheville, Carolina do Norte
Em 2017, uma das cidades mais pequenas, ecléticas e inovadoras dos Estados Unidos vai figurar nas listas de sítios a visitar no país. Asheville dá as boas vindas de braços abertos e tem emergindo, durante décadas, como um paraíso para os espíritos mais criativos. Mais de 200 artistas mostram as suas obras no River Arts District e o surpreendente número de cervejas artesanais e bebidas espirituosas produzidas localmente, a par da comida servida por chefes premiados da cidade, tem aumentado o número de visitantes da cidade. O French Board River oferece tréguas ao mundo moderno, e quer opte por andar de barco, paddle ou caiaque longe da civilização com um verdejante fundo e tranquilo, as montanhas Blue Ridge estão aguardam a sua visita para serem exploradas.

Carolina do Norte 

2. Washington Ocidental
Mais de 25 anos depois da série de televisão Twin Peaks ter colocado as icónicas paisagens da Wasghington Ocidental na memória de todos nós, a série está de volta. As místicas montanhas da região conjugadas com as florestas sempre verdes estão prontas para receber uma nova geração de visitantes; os fãs de David Lynch podem investigar os locais de filmagens nas pequenas vilas de Snoqualmine e North Bend, bem como usufruir da área para explorar outras zonas como Mt Rainier National Park ou o restaurante com produtos acabados de chegar da quinta San Juan Islands. Enquanto isso, novas tendências culturais estão a atrair pessoas para Seattle.

3. Lincoln, Nebraska
Lincoln aparece no meio de um mar de pradarias e milho.  Visite a baixa de Haymarket District, onde os armazéns seculares oferecem galerias com arte moderna (especialmente durante o First Friday Artwalks), lojas de especialidades (como a Licorice International, a maior loja retalhista de doces no Estados Unidos da América) e um enorme Mercado de sábado de Agricultores. Os 25 mil estudantes da Universidade do Nebraska povoam a cidade de frescura, percorrendo, de bicicleta, as 130 milhas de caminhos e festejando nas discotecas e bares locais de música ao vivo. Comunidades de vietnamitas, sudaneses e outras etnias adicionam outra vida a Lincoln, graças ao histórica da cidade em acolher refugiados. Lincoln, como capital do Estado, vai acolher as celebrações dos 150 do Estado do Nebraska.

4. Baixo Deserto da Califórnia
Nas profundezas do deserto da Califórnia, o Vale de Coachella sempre foi quente. Um ambiente de meio-século povoa Palm Springs, a principal cidade do vale, com novos hoteís, casas restauradas para aluguer, a Semana do Modernismo bimestral e lojas vintage que o ajudam a si a não olhar para os preços não muito baratos da região. Os amantes de caminhadas e escladas podem ir até ao Palm Springs Aerial Tram ou perder-se nas paisagens do Joshue Tree National Part. Depois, há também o festival de música Coachella, a colorida Montanha da Salvação, e colina repleta de colinas a subir do chão do deserto.

5. Vale Achatado de Montana
Céu enorme, montanhas gigantes, ursos grandes. Este vasto traço do Noroeste de Montana engloba em si o “Oeste” em toda a sua glória. A escala é tão grande que a pequena área de Bob Marshall Wildwerness, como é conhecida, é massiva. De facto, 67 mil propriedades foram adicionadas em 2015, fazendo dela uma das maiores áreas selvagens do país. Os glaciares do parque nacional estão a encolher – há quem estime que desapareçam maioritariamente por volta de 2020 – mas caminhar através dos prados de flores silvestres e lagos verde-azulados é o puro paraíso do backcountry americano. Qualquer que seja a estação, a cidade de Whitefish é um bom ponto rústico para visitas, acolhendo igualmente caminhantes, ciclistas e esquiadores.

6. Atlanta, Georgia
Atlanta, Georgia 

Não deveria ser surpresa que Atlanta, casa de um dos aeroportos mais movimentados do mundo, seja uma cidade em movimento. O BeltLine (a resposta de Atlanta ao High Line de Nova York) adiciona uma mobilidade facilitada ao tráfego da metrópole; e a parte a leste da cidade e bairros nas proximidades estão no meio de um boom de inaugurações de cervejarias e restaurantes inovadores. Desde o épico projeto de Living Walls às caprichosas instalações do Tiny Doors, o cenário de arte local providencia uma experiência única. Séries de sucesso, como Atlanta ou The Walking Dead, são filmadas aqui, trazendo à cidade o epíteto de Hollywood do Sul.

7. Adirondacks, Nova Iorque
Nova Iorque tem os seus arranha-céus, certo. Mas é nas Adirondacks que as vistas valem realmente a pena a visita, com 42 picos acima de 1200 metros, lagos cheios de peixes e córregos. Tenha uma visão do dossel da floresta no Lago Tupper, com uma caminhada pelo Wild Center ou use e abuse da sua bicicleta para fazer o caminho entre Saranac e Lake Clear. No inverno, aconchegue-se nas grandes lareiras de Gilded Age “great camps” ou mantenha-se quente nas instalações de inverno em Lake Placid.

8. Região Vinícola do Texas
O Texas pode não ser a região que lhe vem à memória quando se fala em vinho, mas o Lone Star State está a fazer os possíveis para criar um das melhores áreas vinícolas na América, fora da costa oeste. Dezenas de adegas polvilham o nome de Hill Country. Um passeio ao longo da Wine Road 290 revela uma notável gamade Malbecs, cabernets e Tempranillos, servidos em salas de degustação. Vale a pena planear uma viagem ao festival de vinho e comida Dripping Springs e também ao festival Kerrville Folk.

9. Denver, Colorado
O segredo vazou: amplos dias de sol brilhante, uma cervejaria a cada esquina e adrenalina sem fim estão a corrida de turistas às Montanhas Rochosas. E não são as únicas atrações da cidade: a Union Station está no centro das novidades desenvolvidas na cidade, como o Ski Strain. Junte um economia vibrante a esta combinação e obtem distritos artísticos como o River North e o Lower Highlands, onde pode repor as sua calorias em mercados de slow-food.  

10. Costa Esmeralda da Flórida
Anteriormente apelidada de “Redneck Riviera”, este trecho de 100 milhas de areia fina e cidades à beira-mar na já esquecida costa norte do Golfo da Flórida passou a ser pura fantasia para os visitantes. Até celebridades como Sandra Bullock e tony Romo frequentam a costa agora conhecida como Costa Esmeralda da Flórida, enquanto os ricos e famosos esperam que mais ninguém saiba deste seu pedacinho de frente para o mar em Old South. Mas nos últimos anos os investidores descobriram as saborosas ostras da costa, há novos hoteís e condomínios, e Seaside é uma cidade eco-friendly fruto de um sonho agora tornado realidade, e estudado em diversas faculdades de arquitetura. 


Florida


Fonte: Lonely Planet 



quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Experiências únicas na Europa

O resort Finn Lough, na Irlanda do Norte, apresenta os Bubbles Domes num território florestal de cerca de 20 hectares.
Já pensou dormir numa bolha de vidro, numa floresta?

Já há alguns anos que o termo glamping entrou no léxico dos campistas “mas pouco”. Ou seja, glamourous mais camping equivale a um campismo de luxo, um regresso à natureza em estilo e conforto, mas sem as maçadas do campismo. Surgiu com tendas pré-montadas e, mais exóticos, com yurts e tipis e há quem lhes chame hotéis de campismo – até já chegou à Antárctida (oito noites pelo nada módico preço de 64 mil euros por pessoa nos iglus de fibra de vidro no White Desert).
Mais perto, na Irlanda do Norte, surge agora uma nova forma de glamping – iglus transparentes em 180 graus que resultam mais em globos de vidro (que por sua vez parecem os globos de neve) e permitem uma integração ainda maior na natureza. E dormir debaixo de um cobertor de estrelas.
É em Enniskillen que o resort Finn Lough apresenta os Bubbles Domes num território florestal de 50 acres (cerca de 20 hectares) e com os mesmos confortos que uma suíte de hotel. Vejamos: camas de dossel, mobiliário de design (mas incluindo poltronas bem orelhudas) e objectos vintage (como os gira-discos), máquinas de café (Nespresso, no caso), robes e chinelos, amenities de luxo na casa de banho privada e pequeno-almoço diário.
No mesmo resort há também cabanas e chalés e a sua localização ao lado do lago Finn permite actividades como caiaque e pesca, além de disponibilizar bicicletas e dispor de um court de ténis. Dormir nos globos de vidro custa 232 euros por noite.
Numa das piscinas mais fundas do planeta, criada para treinar mergulhadores, há agora uma nova atracção: The Pearl, um restaurante subaquático.
Vestir um colete com garrafa de oxigénio e respirador, colocar os óculos de mergulho e as barbatanas e mergulhar… para jantar dentro de uma cápsula submersa.
É esta a proposta original de The Pearl, um “restaurante” subaquático construído numa das piscinas do centro de mergulho Nemo33, em Bruxelas. A refeição é servida numa esfera branca com cerca de dois metros de largura, presa junto a uma das plataformas submersas no interior da piscina, cinco metros abaixo da superfície.

O equipamento de mergulho é apenas utilizado na viagem subaquática até à “pérola”. Depois há que deixá-lo junto à base da cápsula e esgueirar-se para dentro da sala de refeições, uma bolsa de ar completamente submersa. A comida é servida por mergulhadores experientes em caixas à prova de água, num menu composto por foie gras, salada de lagosta e champanhe. Custa 99€ por pessoa.
“Estamos a lançar uma nova era de restaurantes”, afirmou John Beernaerts, fundador do centro de mergulho Nemo33, à agência Reuters. Até há bem pouco tempo, o complexo belga possuía a piscina coberta mais funda do mundo, com 33 metros de profundidade.

A sala de refeições subaquática demorou mais de um ano a ser construída, depois de sucessivas experiências para aperfeiçoar o design, os mecanismos e o sistema de entrega da comida.

Fonte: Fugas online