sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Doze spas nacionais trazem Ouro dos World Luxury Spa Awards

Os World Luxury Spa Awards 2016 premiaram 12 spas portugueses. O Sayanna Wellness do EPIC SANA Algarve foi o mais distinguido, vencendo nas categorias “Global Winner – Luxury Fitness Spa” e “Luxury Resort Spa – Portugal”, bem como o Grande Prémio “Overall Global Winner”.


O Conrad Algarve foi também um Global Winner, mas em “Luxury Country Spa”. Quanto aos vencedores de âmbito europeu, foram premiados o CitySpa Lisbon (“Luxury Day Spa”), o Vidago Palace Thermal Spa (“Luxury Mineral Springs Spa”) e o Gspa do Altis Grand Hotel (“Luxury Emerging Spa”). A este último foi ainda entregue o troféu de melhor “Luxury Fitness Spa” de Portugal.

No âmbito nacional foram igualmente premiados o Ayurveda cure center by Birgit Moukom (“Best Spa Manager”), o Sayanna Wellness do Myriad by SANA Hotels (“Luxury Boutique Spa” e “Luxury Urban Escape”), o Spirito Spa do Sheraton Lisboa (“Luxury Day Spa”), o Magic Spa do Pestana Park Hotel and Casino (“Luxury Destination Spa”), o spa do Porto Bay Liberdade (“Luxury Emerging Spa”), o Bspa by Karin Herzog do Altis Belém (“Luxury Hotel Spa”) e ainda o Stone Spa (“Luxury Wellness Spa”).

Os World Luxury Spa Awards são entregues com base na qualidade de instalações e serviço prestado pelos hotéis, sendo que o tamanho das propriedades não tem qualquer peso nas fases de nomeação e votação. Entre os objetivos destaca-se a celebração do serviço de excelência, encorajar a competitividade na indústria hoteleira de luxo e alertar para o valor e importância da prestação de um serviço de qualidade aos hóspedes.


Fonte: Welcome

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

O trivago escolheu os 10 melhores hotéis boutique de Portugal

Os hotéis Bela Vista (Algarve), Praia Verde (Algarve) e Fortaleza Do Guincho (Lisboa) integram, por esta ordem, a lista dos 10 Melhores Boutique Hotels de Portugal, elaborada pelo trivago.



Trata-se de espaços exclusivos, com grande caráter e individualidade, pautados pelo luxo, destaca este motor de busca de hotéis, que atribui o 4.º, 5.º e 6.º lugares, respetivamente, ao Cascade Wellness & Lifestyle Resort (Lagos), ao Areias do Seixo (A dos Cunhados) e ao LX Boutique Hotel (Lisboa).

Quer esteja à procura de um local charmoso no centro da capital, junto às praias ensolaradas do Algarve, nas icónicas margens do Rio Douro ou mesmo na pitoresca Ponta do Sol, na Madeira, todos estes hotéis gozam de incríveis vistas, sublinha.

O Top 10 dos boutique hotels do país fica completo com o Tivoli Hotel (Lisboa, 7.º lugar), Farol Design Hotel (Cascais, 8.º), 1872 River House (Porto, 9.º) e Hotel da Vila (Madeira, 10.º).


Fonte: Welcome

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Dez grandes viagens estrada fora

Tire férias e faça-se à estrada para dez das grandes viagens de carro que pode cumprir pela Europa a partir de Portugal.

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1. Porto-Amesterdão: A rota dos impressionistas

São pouco mais de 2000 quilómetros, mas convém fazê-los com tempo e vagar, porque pelo meio tem muito que ver. Sugiro que siga a rota do Douro até Valladolid ou à bela cidade de Burgos. Depois aponta a sua montada ao País Basco francês e a Biarritz.
Como Bordéus está a caminho e passa pela mais famosa região vinícola do mundo, vale a pena demorar um pouco e visitar alguns dos célebres châteaux. A viagem pelo Centro de França e pelas suas regiões mais campestres continua a ter um apelo único: cidades como Poitiers, Limoges, Tours, Orléans e até Bourges devem fazer parte do seu itinerário até à Cidade Luz. 
Ir a Paris e não ficar lá a perder tempo nos bistrots, no Quartier Latin ou nalguns museus é mesmo um enorme desperdício de tempo de qualidade na vida. Entregue dois ou três dias à joie de vivre parisiense antes de rumar ao Norte de França e às Ardenas. Na Bélgica, programe a sua rota mais junto à costa, com Brugges e Antuérpia a merecerem paragem e visita atenta. Finalmente, desça abaixo do nível do mar e percorra a costa dos Países Baixos até Amesterdão – aí, já sabe, faça o que lhe der na real gana…
Distância: 2025 km
Tempo de viagem: 22 horas
Custo estimado: 271 €
Percurso recomendado: Porto- Valladolid- Burgos - Biarritz - Bordéus - Tours - Paris - Antuérpia – Amesterdão

2. Lisboa-Budapeste: Nas botas de Napoleão até ao império austro-húngaro

Uma longa viagem até ao coração do império austro-húngaro, subindo pela Península Ibérica no trilho das invasões napoleónicas para depois franquear os Alpes como Aníbal, “O cartaginês” e os seus elefantes, apontando a Viena para a marcha final sobre Budapeste. 
Deve ir saboreando a viagem e parando em Leão e Castela até ancorar em Biarritz. Depois, uma pequena etapa pelas vinhas da região de Bordéus, para cruzar as belíssimas paisagens do centrão de França, com passagem em Clermont Ferrand e paragem obrigatória em Lyon, capital da nouvelle cuisine
Segue-se a Suíça dos cantões, chocolates, belos lagos e dos imponentes Alpes, feitos pela encosta norte. Breve incursão à Alemanha para comer umas salsichas e beber uma boa cerveja bávara em Munique, retemperando forças para a etapa final até Viena, a musical, cara e monumental capital da Áustria. Finalmente, a viagem pelos vales verdejantes de Música no Coração até à capital dos magiares – a bela Budapeste, onde um banho quente nas termas é o melhor prémio para quem corta a meta. Uma road tripcheia de história, belas aldeias, monumentais cidades, estradas cénicas e paisagens deslumbrantes.

Distância: 3074 km
Tempo de viagem: 31 horas
Custo estimado: 445 €
Percurso recomendado: Lisboa - Valladolid - Biarritz - Bordéus - Lyon - Genebra - Zurique - Munique - Viena – Budapeste

3. Barcelona-Bilbao: Com o mar sempre à janela 

Esta não começa exactamente em Portugal, mas faz toda a costa da Península Ibérica. É uma espécie de “costa à cuesta”. Desde a mediterrânica, quente e festiva cidade condal de Barcelona até ao frio mar da Cantábria e à capital dos bascos. Pelo caminho percorre-se toda a costa sul de Espanha pela auto-estrada do Mediterrâneo que dá acesso às famosas estâncias turísticas, mas também a cidades e vilas pitorescas, como Almeria, por exemplo. Paragem obrigatória para visitar o deserto de Tabernas e os estúdios onde foram gravados inúmeros western-spaghettis
Depois mantém-se o mais próximo possível da costa até Cádiz e Huelva para entrar em Portugal pela Via do Infante até Faro. Um passeio de barco pela ria Formosa e uns mergulhos para ganhar forças para subir pela costa vicentina de Sagres a Sines, com paragem para um lanchinho de percebes em Vila do Bispo. Mais dois dias para percorrer a costa portuguesa em ritmo acelerado, porque aqui pode ir facilmente em qualquer altura do ano. 
Adeus a Portugal em Caminha, para percorrer a costa da Galiza, com paragens obrigatórias em Vigo e na Corunha. Delicie-se com as paisagens fantásticas das estradas costeiras e com os mariscos galegos, a merecer peregrinação. Finalmente, cumpre-se a rota do Cantábrico, primeiro com uma paragem na vibrante e magnífica cidade de Oviedo, a jóia das Astúrias, para finalmente entrar em território basco com visita ao Guggenheim de Bilbao e final de jornada na burguesa San Sebastian. Não tente fazer esta no pico do Verão, porque se vai arrepender. Junho é uma boa aposta.
Distância: 2962 km

Tempo de viagem: 36 horas

Custo estimado: 356 €

Percurso recomendado: Barcelona - Valência - Almeria - Cádiz - Faro - Sines - Lisboa - Caminha - Vigo - Corunha - Oviedo - Bilbao - San Sebastian


4. Serra da Estrela-Alpes: E passagem pelos Pirenéus

Uma viagem para quem não tem vertigens e gosta de ziguezaguear por estradas de montanha. Da serra da Estrela aos Alpes com passagem pelos Pirenéus. Uma road trip de Inverno, mas que também pode ser feita na Primavera ou até no Verão, onde a altitude dá frescura. 
Com partida do ponto mais alto de Portugal continental, a Torre da serra da Estrela para efeitos simbólicos pode traçar uma recta pela grande Mancha e pernoitar em Zaragoza para depois iniciar a travessia dos Pirenéus por Andorra-a-Velha ou por Jaca. 
Se quiser dormir uma noite nos Pirenéus, o Vale de Benasque parece um Shangri La encantado, um paraíso protegido pelos altos picos pirenaicos. Inicia depois a descida até aos médios Pirenéus franceses e à acolhedora cidade de Toulouse. Daí atravessa o Sudeste de França até ter os primeiros maciços alpinos no horizonte. Grenoble ou Lyon são boas cidades para retemperar forças e iniciar a escalada dos Alpes franceses, imaginando o esforço prodigioso dos ciclistas da Volta a França naquelas etapas para super-homens. Pode e deve demorar o seu tempo a percorrer a cordilheira dos Alpes, quer pela vertente Norte, quer pela vertente Sul. Aí a escolha é sua, ou prefere falar alemão ou francês e italiano. 
Marque o final da sua odisseia alpina para Innsbruck, cidade-planalto e que dá acesso a algumas fabulosas estâncias de esqui. Se ainda tiver energia e dias livres, mais duas centenas de quilómetros até Salzbugo merecem o derradeiro esforço.
Distância: 2404 km

Tempo de viagem: 27 horas

Custo estimado: 351 €

Percurso recomendado: Covilhã - Madrid - Zaragoza - Toulouse - Grenoble - Vaduz – Innsbruck


5. Faro – Marraquexe: África aqui tão perto

Esta não é uma road trip europeia, mas uma proposta irrecusável para ir a África e ao deserto, a uma distância muito inferior às outras rotas. Distância inferior e custos inferiores, mesmo considerando o preço do ferry boat que pode apanhar em Algeciras, depois de fazer uma etapa sem paragens a partir de Faro. 
Uma vez tratados os procedimentos alfandegários está já em solo marroquino e em África e deve aproveitar para passar a primeira noite em Tânger, cidade que foi um famoso refúgio para escritores, pintores e artistas. Pode levar no bolso o caderno de desenhos de Delacroix com as suas impressões marroquinas. A partir de Tânger tem duas alternativas para fazer a viagem até Marraquexe – ou vai pela costa, repleta de sinais da presença portuguesa, ou vai pelo interior e pelo Atlas para poder ir ver um pôr do sol no deserto. Também pode ir por um lado e vir pelo outro, desenhando assim o grande anel de viagem em Marrocos. 
Na mais movimentada auto-estrada costeira pode e deve passar uma noite em Casablanca e ir ao Rick’s Cafe que está quase como Humphrey Bogart o deixou. Depois segue até Safi e daqui sempre pela belíssima estrada costeira, com o mar na janela direita do carro. Próxima paragem obrigatória, Essaouira, cidade fundada por portugueses e uma das mais charmosas estâncias balneares do país. De Essaouira a Marraquexe são apenas três horas de viagem e pode chegar bem a horas de beber um thé à la menthe no Hotel Mamounia (o preferido de Churchill) ou uma laranjada ao pôr do sol da vibrante Praça Jemaa El Fna, Património da Humanidade. 
Mas para sentir a verdadeira atmosfera berbere de Marrocos e se deslumbrar com grandes estradas, paisagens e cidades monumentais o melhor percurso é a partir de Tânger seguir para Leste em direcção ao deserto, com paragens recomendadas na cidade azul de Chefchouaen, erguida num dos picos das montanhas do Riff. Daí aponte os cavalos às cidades imperiais de Meknès e Fez, com a sua labirintica medina a desafiar o seu sentido de desorientação. 
Para ter um “cheirinho” do deserto deve reservar dois dias para visitar as fantásticas dunas do Erg Chebbi e daí seguir para sul e para Ouazarzate pela estrada que vai passar pela incrível garganta do Todra. Em Ouazarzate, depois de visitar os estúdios de cinema onde foram gravados grandes épicos de Hollywod, segue-se a transposição do Atlas, numa viagem desafiante e que exige toda a atenção do mundo, já que conduzir em Marrocos é só por si um desafio. A rota dos kashbahs vai levá-lo a belas cidades como Ait Benhaddou, onde foram filmadas cenas de O Gladiador, para finalmente chegar à cosmopolita e esfuziante cidade vermelha de Marraquexe. 
África aqui tão perto. Do que está à espera?


Distância: 1025 km

Tempo de viagem: 12 horas

Custo estimado: 145 € (sem ferry boat)

Percurso recomendado: Faro - Algeciras - Tânger - Chefchouaen - Fez - Erg Chebbi - Ouazarzate – Marraquexe


6. Lisboa - Nápoles: La dolce vita do Atlântico ao Mediterrâneo

Se gosta de mar e de estradas costeiras, esta pode ser a mais espectacular road trip para um Verão tórrido, desde que opte por fazer a viagem sempre junto à costa, do Atlântico ao Mediterrâneo. Percorrer o Sul de Espanha é já em si uma grande road trip. Sugiro que faça duas ou três paragens pelo caminho – por exemplo em Málaga (terra de Picasso), Almeria (terra de western spaghettis e do único deserto da Europa) ou em Figueres (terra de Dali a norte de Barcelona). Quando passar a fronteira com França continue a seguir a linha de costa até Marselha e o seu gigantesco porto e bas fond nocturno. Depois vista o seu melhor fato de linho e meta o borsalino estiloso e rume à atraente e milionária Côte d’Azur. 
Ficar em Cannes, Nice ou até no Mónaco vai fazê-lo sentir uma estrela de cinema, e só isso vale a pena. Segue-se depois a bela Itália, pela Riviera italiana, que já viu dias de maior fausto, mas que ainda assim tem todo o encanto e monumentalidade de cidades como Génova.
Deve arranjar tempo para visitar as Cinque Terre, um dos mais belos pedaços de orla costeira da Europa, com vilas piscatórias alcandoradas como presépios sobre o mar. Ir beber um Martini a Portofino também só fica bem no seu instagram.
Antes da última etapa deve saborear la dolce vita em Roma, para seguir até Nápoles. Como se dizia antigamente, “ver Nápoles e depois morrer”. Não é caso para tanto, mas se sobreviver pode sempre aproveitar para uma breve incursão à magnífica costa amalfitana e visitar as ruínas de Pompeia, como Ingrid Bergman em Viagem a Itália, obra-prima do seu marido, Roberto Rosselini. 
Distância: 2714 km

Tempo de viagem: 28 horas

Custo estimado: 410 €

Percurso recomendado: Lisboa - Cádiz - Almeria - Barcelona - Marselha - Cannes - Génova - Roma – Nápoles


7. Porto-Inverness: Do vinho do Porto ao scotch whisky

Esta é uma grande rota para os apreciadores de prazeres dionisíacos e amantes da bebida, por isso já sabe, sorteie sempre quem guia antes de cada etapa. 
A viagem pode e deve começar com um Porto de Honra nas caves de Gaia, para depois seguir o curso do rio Douro e da região vinhateira, Património da Humanidade. Mantendo-se na peugada da Ribera del Duero, em Espanha vai poder atravessar a conhecida região de vinícola da Rioja, que merece paragem retemperadora em Logroño. 
Se ficou impressionado com a beleza das paisagens e a qualidade dos vinhos, espere até atravessar a fronteira com França e passar por Bordéus. Nenhuma região do mundo produz tantos vinhos de altíssima qualidade como a cidade girondina e as suas mais de 20 sub-regiões. Pode perder por ali um bom par de dias que não dará o tempo por mal empregue. Depois segue até Le Mans ou Caen e daí até a Calais, para atravessar o Túnel da Mancha, que é sempre uma grande experiência, antes de desembarcar na velha Albion. Londres é incontornável por todos os motivos e mais algum, o que dispensa mais explicações. Depois delicie-se com as magníficas paisagens e pequenas cidades do countryside inglês até Glasgow ou Edimburgo (a escolha é sua).
Aperte bem o cinto e o kilt e prepare-se para viajar por algumas das mais belas estradas da Europa e para travar conhecimento com o lendário humor escocês. Na sua cavalgada para as Highlands pode fazer metade do chamado “anel da Escócia”, que o leva pela costa este até Saint Andrews - cidade berço do golfe - ou às mais industriais Aberdeen ou Dundee. Finalmente, suba às terras altas e visite as mais famosas destilarias do mundo, provando o famoso whisky escocês. Se provar os suficientes estará mais apto a avistar a simpática Nessie, que é como os locais chamam o monstro do Loch Ness.
Finalmente, termine a sua longa peregrinação como começou, a beber um Macallan Rare Cask num acolhedor hotel da bela Inverness – recomendo o Inverlochy Castle, para poder beber que nem um rei.
Distância: 2890 km

Tempo de viagem: 31 horas

Custo estimado: 343 €

Percurso recomendado: Porto- Logroño - Bordéus - Caen -Londres - Leeds -

Edimburgo - Aberdeen – Inverness


8. Lisboa-Moscovo: A grande transeuropeia

Que tal repetir a inédita viagem do jornalista da RTP, Carlos Fino, que em 1982 uniu Lisboa a Moscovo por estrada, mostrando que era possível “furar” a cortina de ferro? 
Esta é sem dúvida uma das grandes odisseias motorizadas que um português pode fazer pela Europa. O jornalista Filipe Loureiro fê-la, por exemplo, ao volante de um velhinho e estimado Mini, por isso não há que ter medos, apenas muito tempo e alguns rublos, porque a viagem é longa - ida e volta são mais de 10 mil quilómetros. 
Pode escolher vários itinerários, mas se quer um sabor pleno do Centro da Europa e do grande Leste, a marcha deve ser feita até Bruxelas, e a partir daí atravessar a Alemanha em direcção à Polónia ao som de Wagner. Woody Allen dizia que quando escutava Wagner lhe apetecia invadir a Polónia, faça pacificamente o mesmo. E nesta marcha é obrigatório recordar o período mais negro da história da Europa e visitar os famigerados campos de concentração nazis - Auschwitz ou Dachau.
Na Polónia pode e deve parar em Varsóvia ou, melhor ainda, na espectacular cidade de Cracóvia, preparando-se para mergulhar no profundo Leste europeu. A travessia da Bielorrússia, com magníficas paisagens e longas estradas desertas, promete ser um dos pontos altos da sua viagem, antes de entrar em território russo e desfilar vitorioso, ao som de Stravinsky, na Praça Vermelha em Moscovo. Não faça como Napoleão e Hitler e deixe o Inverno passar para se aventurar nesta grande jornada pela Europa Central e do Leste. Se for no Inverno, pelo menos leve um dos lendários gorros à Carlos Fino.


Distância: 4582 km

Tempo de viagem: 51 horas

Custo estimado: 514 €

Percurso recomendado: Lisboa- Madrid- Barcelona- Paris- Bruxelas- Berlim- Varsóvia- Minsk- Moscovo



9. Cabo da Roca- Cabo Norte: Europa de ponta a ponta



Se os americanos têm a grande Panamericana que atravessa o continente, do Alasca à Terra do Fogo, os europeus têm a rota de cabo a cabo. O desafio aqui é unir por estrada o ponto mais ocidental da Europa continental - o cabo da Roca – ao cabo Norte, na Noruega. Do ponto mais ocidental ao ponto mais a norte do continente europeu. 

O primeiro português a fazê-lo por estrada foi o decano jornalista e viajante Vasco Calixto, já nos anos 1960. Há também quem o faça de moto ou até de bicicleta, como o ciclista galego Borja Delacasa, mas não sugiro nada tão radical. 


É uma extraordinária viagem, que pede tempo e um bom punhado de euros no bolso, já que o custo de vida vai subindo nas latitudes mais a norte. Recomendo que atravesse Espanha rapidamente (está aqui ao lado e pode ir lá num saltinho mais vezes) e que faça França pelo menos conhecido interior - por Lyon e Dijon (comprar um frasquinho da famosa mostarda). 



Desta vez, e só desta vez, pode flanquear Paris (os voos para lá estão baratinhos) e seguir pela Alsácia-Lorena em direcção a Dusseldorf e Hamburgo, vibrante cidade portuária alemã com uma das mais animadas vidas nocturnas da Europa. 

A partir daqui entra em território viking e é bom que esteja preparado para a longa maratona que se segue. Se a vida nocturna de Hamburgo não faz o seu género, pare em Copenhaga, a cidade mais feliz do mundo, e vá retribuir a visita que o escritor Hans Christian Andersen fez a Portugal. Em seguida, atravesse a fantástica ponte que liga a capital da Dinamarca a Malmo, já na Suécia. 


Agora tem duas alternativas para a etapa final, e qual delas a mais tentadora. A primeira é seguir por Gotemburgo até Oslo, capital da Noruega, e daí até Trondheim e depois Alta, ou então ir pela estrada costeira do golfo da Bótnia, de Estocolmo até Skelleftea, e a partir daí inverter para a fronteira com a Noruega em direcção à distante cidade de Alta, já bem perto do Nordkapp. Pode optar por um percurso à ida e outro à vinda e assim a escolha já não é tão terrível.

No cabo Norte vai ver o mais magnífico pôr do sol da sua vida, mas atenção que por estas paragens o sol dura pouco e não vai querer nunca regressar do Nordkapp de noite, porque, garanto-lhe, é uma experiência aterradora no Inverno, que só recomendo a pilotos experimentados com a coragem de um viking e pneus com pregos como deve ser.
Distância: 5404 km

Tempo de viagem: 64 horas

Custo estimado: 634 €

Percurso recomendado: Cabo da Roca - Madrid - Lyon - Hamburgo - Copenhaga - Estocolmo - Skelleftea - Alta - Nordkapp


10. Lisboa-Istambul: Expresso do Oriente

O expresso do Oriente, mas por estrada – este é o derradeiro desafio e a grande road trip que um português pode fazer na Europa. Ligar Lisboa a Istambul por estrada, uma odisseia que muitos tentaram e poucos conseguiram. Miguel Afonso Carranca, motard e aventureiro, fez a viagem numa velha moto e sobreviveu para a contar (já a moto…). 
Esta é uma viagem que exige tempo, férias grandes e à grande e sobretudo um bom espírito de aventura. Recomendo que faça a jornada até ao Sul de França e à fronteira com Itália o mais rapidamente possível, porque essa road trip pode fazê-la mais facilmente noutra altura. 
O Norte de Itália já é outra história. Pela sombra dos Apes vá direitinho até Milão para ver como param as modas. Depois, siga até Veneza, com paragem obrigatória em Pádua e na Verona de Romeu e Julieta. 
A partir de Veneza é quando a verdadeira aventura começa, a chamada aventura balcânica, que só por si merecia uma longa e exclusiva road trip
Pode optar pela investida mais radical (e demorada) seguindo junto à costa do Adriático e percorrer a bela faixa costeira de Montenegro e da Croácia até Tirana, a colorida capital da Albânia. Pelo caminho, paragem obrigatória na histórica e flagelada cidade de Dubrovnik que ainda ostenta as terríveis marcas da guerra com a Sérvia. 
Depois, atravessa a Macedónia até Tessalónica, no Norte da Grécia, para seguir pela costa do Mar Egeu até à antiga Constantinopla, porta do Oriente, a assombrosa cidade de Istambul. 
A alternativa a este percurso, mais directa, mas nem por isso menos encantadora, é a partir de Trieste seguir até uma das mais belas e romântica cidades dos balcãs, Lujbliana, capital da Eslovénia, e tomar a A3 que o vai levar até Belgrado, capital da Sérvia, que também merece paragem. 
A partir daqui é bom que a sua linguagem gestual esteja bem afinada, porque inglês ou francês é coisa que poucas pessoas falam. Atravessar a Sérvia e depois a Bulgária até Sofia vai deixá-lo a pensar que devia ter metido um período sabático lá no escritório, tamanha a diversidade que aguça a curiosidade, mas como a vida é feita de escolhas, vá escolhendo pelo caminho até chegar a Istambul e beber um chá num dos inúmeros terraços sobre o Bósforo. Do outro lado está a Ásia e um outro mundo de aventuras para fazer, para quem tem um endiabrado Marco Polo escondido dentro de si…
Distância: 4101 km

Tempo de viagem: 43 horas

Custo estimado: 542 €

Percurso recomendado: Lisboa-Barcelona-Marselha- Milão - Veneza - Trieste - Lubjlana - Belgrado - Sofia - Istambul


Fonte: Fugas

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Os 15 novos brunches de Lisboa e Porto

Há sugestões a partir 7€, à carta ou em buffet. Abriram todos nos últimos meses.
Há mais espaços em Lisboa e no Porto para experimentar a melhor refeição da semana. Sábados e domingos pode dormir até mais tarde que existem novos restaurantes e cafetarias que lhe servem o pequeno-almoço fora de horas. Em versão buffet ou à carta, há 15 novos sítios com brunch nas duas cidades. O melhor mesmo é o preço: a partir de 7€.

Um dos mais recentes espaços de Lisboa com brunch é o Querido Bistro. Abriu junto à Assembleia da República, em São Bento. Durante a semana serve pequeno-almoços idênticos aos de um hotel e o brunch é aos sábados, também em modo buffet.

No Porto, há menos opções — parece que o brunch não atraiu muito os responsáveis dos novos restaurantes da cidade. Ainda assim pode provar a refeição na Casa de Chá Mil Folhas.

Consulte o seguinte link e saiba mais: http://www.nit.pt/article/04-22-2016-os-15-novos-brunches-de-lisboa-e-porto


Fonte: New in Town (NIT)

sexta-feira, 22 de abril de 2016

"As 5 coisas de que eu mais gosto em Berlim"

Afonso Rocha, 18 anos, estudante de música na escola Hochschule für Musik Hanns Eisler. Vive em Berlim desde Setembro de 2015. Fique a conhecer  aquilo que Afonso destaca desta magnífica cidade.

1.
Riqueza cultural
Distinguida como uma das principais e mais desenvolvidas cidades europeias, Berlim é uma cidade que oferece uma diversidade e qualidade cultural notáveis. A Ilha dos Museus, constituída por cinco museus e situada bem no centro de Mitte, é um ponto-chave para quem decidir visitar esta capital europeia.
2.
Conteúdo histórico
A Alemanha foi um dos principais intervenientes naquele que foi um dos maiores massacres da História da Humanidade, a Segunda Guerra Mundial. Em Berlim, é possível estar em contacto com pequenas partes do muro, visitar o Memorial do Holocausto e estar a poucos quilómetros de um dos mais conhecidos campos de concentração: Sachsenhausen.
3.
Música
Sendo músico, a oportunidade de estar em contacto com uma das melhores orquestras do mundo, a Orquestra Filarmónica de Berlim, e com músicos do mais alto nível e renome internacional, é uma experiência extremamente enriquecedora e gratificante.
4.
Espaços verdes
Apesar de ser uma das cidades mais importantes e influentes da Europa, e conter quase quatro milhões de habitantes, cerca de 1/3 de Berlim é composto por espaços verdes, lagos, parques, rios, Natureza… Mauerpark e Tiegarten são alguns dos excelentes exemplos destes espaços verdes em Berlim. Aconselho vivamente a visita ao Zoologischer Garten para um dia bem passado em redor dos animais!
5.
Facilidade de movimentos
A cidade de Berlim está incrivelmente bem organizada relativamente à sua rede de transportes. Consegue possibilitar-nos, através do comboio, metro, eléctrico e autocarros, várias opções para alcançarmos o nosso destino. Além disso, a cidade tem a capacidade de receber os amantes do ciclismo, proporcionando-lhes vias de enorme qualidade.

Fonte: Fugas



sexta-feira, 15 de abril de 2016

O "farrobodó" volta ao Palácio Chiado


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Os lustres estão reluzentes, os frescos bem restaurados, o vitral imponente. A festa regressa ao palácio e desta vez o povo pode entrar.

Já há música ambiente, luzes por trás do bar, bebidas arrumadas, fruta em cima do balcão. Mas ainda há escadotes no chão, restos de andaimes, berbequins. Quando a Fugas visitou o Palácio Chiado – antigo Palácio Quintela – faltava menos de uma semana para a sua abertura que, se não houver surpresas de última hora, será já esta quarta-feira. A casa setecentista volta a abrir as portas e para entrar não é preciso um convite lacrado. Só vontade de beber um copo ou comer qualquer coisa.
Passamos a enorme porta de madeira com os seus leões nos puxadores mas não nos pomos a imaginar as senhoras a subir levemente os vestidos para dar um passo atrás do outro. Por este espaço amplo espalham-se pequenas mesas quadradas em madeira escura ou lioz (e vasinhos com plantas de plástico em cima), duas pilhas de colchões quadrados no chão, uma ou outra poltrona à esquerda.
Duarte Cardoso Pinto, um dos sócios, faz a visita guiada. À direita, então, o bar. Ao fundo, a cozinha antiga – ainda vemos azulejos e duas chaminés originais; há réstias de alhos, cebolas e louro penduradas na parede. Instalaram-se aqui o Burgers&Feikes (do U-try, e que terá, entre outras originalidades, um hambúrguer de cozido); o Meat Bar (derivado do restaurante Atalho), que aposta em carne de boa qualidade; o Local Chiado (pelo Local – Your Healthy Kitchen, criado pela blogger Maria Gray), de alimentação saudável; e o Páteo no Palácio (do Páteo do Petisco), dedicado aos petiscos tradicionais portugueses. “Queríamos uma coisa que representasse a portugalidade, mesmo nos hambúrgueres”, diz Duarte Cardoso Pinto. A ideia é agarrar no prato e sentar onde se quiser. Uma espécie de Mercado da Ribeira em cenário chique.
Sobe-se a imponente escadaria (que tem ainda os candeeiros originais) e acede-se às salas nobres (onde sobe também o preço). O espaço dividido por três zonas distintas está concessionado à Espumantaria do Mar (pela Espumantaria, com o acompanhamento de Vítor Hugo, chef executivo do 100 Maneiras); o DeLisbon (pela Charcutaria Lisboa, com enchidos, queijos e tapas, com carta e acompanhamento de Vítor Sobral); e na ala esquerda, o Sushic Chiado, de comida japonesa (que tem estado instalado em Almada, e que é considerado pelos utilizadores do TripAdvisor o segundo melhor restaurante japonês fora do Japão).
Aqui temos já quatro sushimen a trabalhar afincadamente. Do lado oposto, a vista para o Largo Barão Quintela e para a Rua do Alecrim, que termina com o rio ao fundo.
As obras de restauro das salas, de tectos abobadados e cobertas de frescos (de alegorias mitológicas), levaram seis meses a concluir, diz Duarte Cardoso Pinto, que não quer adiantar o montante do investimento aqui feito. Depois, foram mais cinco para adaptar o espaço. Frederico Valsassina assinou o projecto de arquitectura, Elvira Barbosa o do restauro, Catarina Cabral encarregou-se da decoração.
Já a ampliação feita em 1822 foi dirigida pelo arquitecto Joannes Baptista Hilbrath, com o estucador Félix Salla, o decorador Giuseppe Cinatti e os pintores António Manuel da Fonseca e Cirilo Volkmar Machado, indica-nos a cronologia do livro Palácio Quintela – Iconologia do Programa Pictórico, de Manuel J. Gandra. O livro assinala também: “1801 – A 11 de Dezembro, nasce, no Palácio da Rua do Alecrim, o futuro 2.º Barão de Quintela, também batizado Joaquim Pedro de Quintela. 1.º Conde de Farrobo. Uma figura que, apesar da relevância na vida política, social e cultural de Portugal, será para sempre lembrado pela sua faceta dos excessos e festins desmesurados. E intrinsecamente associado ao Palácio nasce então a famosa expressão: ‘farrobodó’.”
Depois da fuga para o Brasil do barão Quintela (defensor do liberalismo), o palácio abrigou o Grémio Literário (entre 1873 a 1874), e em 1874 foi adquirido em hasta pública por Francisco Augusto Mendes Monteiro (“figura de cultura e excentricidade, teve das últimas grandes intervenções artísticas no Palácio”), que mandou construir também a Quinta da Regaleira, em Sintra. Foi ainda o Museu Instrumental Português (em 1915), antes de acolher o Instituto de Arte e Decoração – Escola Internacional de Decoradores (IADE), em 1970.
Certamente que não era preciso pagar à saída nas antigas festas de arromba – ou à grande e à francesa, porque consta que a expressão nasceu justamente aqui, quando o general Junot, durante a primeira invasão francesa, fez desta a sua residência oficial. Agora, não há outro remédio: são 15 euros por pessoa no piso 0 e entre os 25 e os 50 euros no piso 1.
Palácio Chiado
Rua do Alecrim, 70 - Lisboa
Tel.: 210 101 184
Email: geral@palaciochiado.pt
Horário: de domingo a quarta-feira entre as 12h e as 24h; de quinta a sábado entre as 12h e as 2h

Fonte: Fugas